Desaparecer.

(. . .) as ruas do mundo são intermináveis:
veias espalhadas na superfície do mundo.

É possível avançar por ruas durante toda a vida,

perder a força nas pernas, cair de joelhos

e

morrer,

transformar-se lentamente, com a chuva,
com os anos, no empedrado da calçada,

diluir-se entre as pedras,

como pó,

como àgua,

desaparecer.


José Luis Peixoto, in Cemitério de Pianos

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