Que pretensão de querer despir a realidade de toda…

Que pretensão de querer despir a realidade de todas as projecções e dizer que isso é o real. Como se fosse diferente de tudo o resto, como se fosse alguma vez alcançável. Ver não é com a mente, é com os olhos certo? Não é uma verdade, apenas mais uma mentira, apenas mais meta-fisica, a minha… Apenas uma escolha, não uma cruz.

Tantas mentiras que nos contamos todos os dias,como brincamos com a mente até nos perdermos nela. Há tanto que sabemos e tentamos mentir e fechar dentro de nós bem fundo. E tanto que nunca vamos poder saber ou não está sequer lá e insistimos em procurar. E eu rio-me, rio como um louco, choro e rio como louco pelas pessoas ingénuas que pensam que a inércia existe. Que o peso existe, que não controlam o que elas próprias criam. Que não vêm que em cada segundo, em cada momento podem agir, sentir, fazer exactamente o que quiserem, escolha.. sempre uma escolha a cada momento.

A puta de colagem que fiz da minha auto-destruição, a fruição poética da queda, deixar as pessoas e as coisas dreanar-me de vida, ver-me morrer e secar. E arranco o meu rosto como de plasticina se tratasse e encontro outro por baixo. Outro que pode ser o que quiser. E posso lavar a cara com água para diluir as marcas que maquilhei, olhar o sol e sorrir.

Não, não fiquei sem cores.
Não estou gasto.
A força não é finita, nós somos seres criadores, deuses. Criamos, nasce em nós.

E olho para as pessoas que não o sabem e rio-me como um louco. E morro e renasço quanto quiser.

Cloud – 06/10/06

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