Ausente

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ausente de mim, quando estiver cansado de ti, sem saber para onde fugir, tu estarás no meu tremer de frio que não existe, no sorriso de meu rosto de álcool. no meu susto de estar vivo, uma agulha costura os orgãos uns aos outros para que a dor não se espalhe pelo corpo. a dor, este feixe de nomes vibrando junto ao coração. um dia estarei longe, muito longe de mim e de ti. terei perdido o corpo que te sente, irremediavelmente.

Al Berto, in O Medo, Livro Primeiro – À Procura do Vento Num Jardim D’Agosto

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