melancholia

sky11

Advertisements

Every day..

 

I believe I can see the future
Because I repeat the same routine
I think I used to have a purpose
Then again, that might have been a dream

I think I used to have a voice
Now I never make a sound
I just do what I’ve been told
I really don’t want them to come around
Oh, no.

Every day is exactly the same
Every day is exactly the same
There is no love here and there is no pain
Every day is exactly the same

I can feel their eyes are watching
In case I lose myself again
Sometimes I think I’m happy here
Sometimes, yeah, I still pretend
I can’t remember how this got started
But I can tell you exactly how it will end.

 is exactly the same
Every day is exactly the same
There is no love here and there is no pain
Every day is exactly the same

(spoken)
I’m writing on a little piece of paper
I’m hoping someday you might find
Well, I’ll hide it behind something
They won’t look behind

I am still inside here
A little bit comes bleeding through
I wish this could have been any other way
But I just don’t know, I don’t know,
What else I can do…

Every day is exactly the same
Every day is exactly the same
There is no love here and there is no pain
(Every day) 
(There is no love) 

Every day is the same!

As palavras escritas

Tiramos fotografias para vermos quando formos mais velhos, para não esquecermos. Nesse mundo que existe por tràs dos olhos é impossível tirar fotografias. É impossível filmá-lo. As palavras são insuficientes porque variam consoante a voz que as canta. As palavras escritas, a verem-nos desde o papel, são muito diferentes daquelas que, dentro de nós, se desfazem. às vezes, são como pássaros mortos na palma da mão. Outras vezes, são como a sua sombra. E, no entanto, escrever é falar para esse interior. Coloca uma ponte entre palavras e palavras, irmãos que se encontram. As palavras escritas no papel atravessam a pele e são despejadas directamente, com um ritmo, nesse mundo sem fronteiras que cada um de nós transporta. São como soldados a saltarem da parte de trás de um camião. Seriam necessárias muitas reticências se conseguíssemos escutar cada pormenor desse interior. É neste ponto que se coloca o problema da atenção. Temos olhos e, quanto à atenção, acontece o mesmo de quando olhamos para a distância e, a partir de certa altura, os contornos fogem dos objectos. Nesse nosso mundo/caos/alma, suponho que exista também uma distância: imagens que passam lá muito longe, por trás destas que passam logo aqui, palavras que passam onde apenas conseguimos ver vultos.

José Luís Peixoto, Publicado originalmente no Jornal de Letras.

Frieiras.

Frieiras são uma doença provocada pela exposição ao frio que atinge, sobretudo, as zonas mais expostas ao ar e humidade: mãos, pés, nariz e orelhas. Pode também aparecer, embora menos frequentemente, a nível dos cotovelos, joelhos e partes inferiores das pernas.

Manifesta-se por uma inflamação dolorosa da pele que fica branca, fria, insensível, com comichão, inchada e vermelha. Em casos mais graves, podem levar à formação de bolhas e dar origem a feridas. Não sendo uma doença grave, é, no entanto, bastante incomodativa provocando algum sofrimento.

As pessoas que sofrem de frieiras têm reacção anormal ao frio. Têm dificuldade em manter a temperatura corporal das zonas expostas, por alterações verificadas a nível dos pequenos vasos sanguíneos superficiais que se contraem e apertam excessivamente, não permitindo que o sangue circule, normalmente, até às extremidades e aqueça a pele.

Afecta muitas pessoas no nosso País, particularmente, as mulheres e, entre estas, as mais jovens e os idosos. Na sua origem parecem intervir factores genéticos, hormonais (as mulheres possuem pior circulação nas extremidades e reagem pior a mudanças de temperatura, devido nomeadamente às alterações menstruais) e problemas circulatórios.

As condições climatéricas tais como o frio e a humidade são factores desencadeantes e agravantes. A doença é mais frequente nos meses de inverno e nas regiões do País com temperaturas mais baixas e húmidas (a humidade aumenta a condutividade do frio) e em particular nos meios rurais. Aqui, também, relacionada com o tipo de trabalho realizado na agricultura que expõe as pessoas mais frequentemente ao frio.

A prevenção é, mais uma vez,  a melhor medida. Entre os cuidados a tomar deve manter-se a casa bem aquecida e usar acessórios adequados, sobretudo luvas, calçado quente e gorros de lã. As pessoas com tendência a desenvolver frieiras devem ter particular atenção à prevenção.

As frieiras também melhoram com a exposição ao calor moderado e com a massagem suave da zona afectada (facilita a circulação). O exercício físico também é favorável pois activa a circulação e, por isso, aumenta a temperatura corporal.
Na maior parte dos casos, as frieiras curam-se apenas com recurso à prevenção e à protecção das extremidades. Em situações mais graves, têm de ser utilizados vasodilatadores (mas apenas com indicação médica). Em caso de chegarem a ulcerar, é essencial consultar um médico especialista de Dermatologia.
Cuidado com os cremes que contém cortisona, pois esta induz vasoconstrição secundária e, consequentemente, pioram a situação.

Além dos fármacos tópicos (pomadas e cremes) existem ainda alguns produtos mais caseiros com fama de ajudarem a tratar deste mal, apesar da sua eficácia não estar comprovada. É o caso do alho (esfregar a zona com um dente de alho cortado ao meio), pó talco (diminui a sudorese das mãos evitando a perda de calor das extremidades), alguns chás, etc…

in algures ai pela interwebz

 

 

eu disse que não gostava nada de frio.
tomem lá informaçãozinha, que não faz mal a ninguém e apeteceu-me partilhar.
e não me apetece sofrer sozinha. :\

The Old Apartment

Broke into the old apartment
This is where we used to live
Broken glass, broke and hungry
Broken hearts and broken bones
This is where we used to live.

Why did you paint the walls?
Why did you clean the floor?
Why did you plaster over
The hole I punched in the door?

This is where we used to live
Why did you keep the mouse trap?
Why did you keep the dish rack?
These things used to be mine
I guess they still are, I want ’em back!

Broke into the old apartment
Forty-two stairs from the street
Crooked landing, crooked landlord
Narrow laneway filled with crooks
This is where we used to live.

Why did they pave the lawn?
Why did they change the lock?
Why did I have to break it?
I only came here to talk.

This is where we used to live
How is the neighbour downstairs?
How is her temper this year?
I turned up your TV and stomped on the floor just for fun.

I know we don’t live here anymore
We bought an old house on the Danforth
She loves me and her body keeps me warm
And I am happy there.

This is where we used to live
Broke into the old apartment
Tore the phone out of the wall
Only memories, fading memories
Blending into dull tableau
I want them back.

(I want them back)
This is where we used to live
(I want them back)
This is where we used to live
(I want them back)
This is where we used to live
(I want them back).

Barenaked Ladies – The Old Apartment.mp3