Quiet.

There is a flame within me that has stood
Unmoved, untroubled through a mist of years,
Knowing nor love nor laughter, hope nor fears,
Nor foolish throb of ill, nor wine of good. [
I feel no shadow of the winds that brood,
I hear no whisper of a tide that veers,
I weave no thought of passion, nor of tears,
Unfettered I of time, of habitude.

I know no birth, I know no death that chills;
I fear no fate, nor fashion, cause nor creed,
I shall outdream the slumber of the hills,
I am the bud, the flower, I the seed;

For I do know that in whate’er I see
I am the part, and it the soul of me.

Quiet, by John Spencer Muirhead

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Entrechão

gfdk_by_porsylin

Um roupeiro, um espelho, uma cadeira,
nenhuma estrela, o meu quarto, uma janela,
a noite como sempre, e eu sem fome,
com uma pastilha e um sonho, uma esperança.
Há muitos homens lá fora, em todas as partes,
e mais além a névoa, a manhã.
Há árvores geladas, terra seca,
peixes parados idênticos à água,
ninhos dormindo sob frágeis pombas.
Aqui, não há uma mulher. Falta-me.
Desde há dias que o meu coração quer fincar-se
debaixo de alguma carícia, uma palavra.
É áspera a noite. Contra muros, a sombra,
lenta como os mortos, arrasta-se.
Essa mulher e eu estivemos colados com água.
A sua pele sobre os meus ossos
e os meus olhos dentro do seu olhar.
Matámo-nos muitas vezes
ao pé da alba.
Recordo que recordo o seu nome,
os seus lábios, a sua saia transparente.
Tem os peitos doces, e de um lugar
a outro do seu corpo há uma grande distância:
de mamilo a mamilo cem lábios e uma hora,
de pupila a pupila um coração, duas lágrimas.
Amo-a até ao fundo de todos os abismos,
até ao último voo da última asa,
quando a carne toda não for carne, nem a alma
for ama.
É preciso amar. Isso já sei. Amo-a.
É tão dura, tão frágil, tão clara!
Esta noite, falta-me.
Sobe um violino desde a rua até à minha cama.
Ontem vi dois rapazes que, diante de uma montra
de manequins nus, se penteavam.
O silvado de um combóio preocupou-me por três anos,
hoje sei que é uma máquina.
Nenhum adeus é melhor do que o de todos os dias
a cada coisa, a cada instante, alto
o sangue iluminado.

Desamparado sangue, noite branda,
tabaco da insónia, triste cama.

Vou para outra parte.
E levo a minha mão que tanto escreve e fala.


Jaime Sabines, in Recuento de Poemas 1950/1993
Traduzido por José Luís Peixoto

P.S: Tenho ideia que o Sr. José Luis não ha-de gostar muito que se lhe ande (ou eu, vá) a ‘roubar’ os posts e vir mostra-los aqui.

Mas o ‘aqui’ é relativo. Sei lá.

Peço desculpa, JLP.

E é isso, então.

I Remember

edit: this is art in so manny levels

I remember it well
The first time that I saw
Your head around the door
‘Cause mine stopped working

I remember it well
There was wet in your hair
I was stood in the stairs
And time stopped moving

I want you here tonight
I want you here
‘Cause I can’t believe what I found
I want you here tonight
I want you here
Nothing is taking me down, down, down…

I remember it well
Taxied out of a storm
To watch you perform
And my ships were sailing

I remember it well
I was stood in your line
And your mouth, your mouth, your mouth…

I want you here tonight
I want you here
‘Cause I can’t believe what I found
I want you here tonight
I want you here
Nothing is taking me down, down, down…

Except you my love.

Except you my love…

Come all ye lost
Dive into moss
I hope that my sanity covers the cost
To remove the stain of my love
Paper mech

Come all ye reborn
Blow off my horn
I’m driving real hard
This is love, this is porn
God will forgive me
But I, I whip myself with scorn, scorn

I wanna hear what you have to say about me
Hear if you’re gonna live without me
I wanna hear what you want
I remember December
And I wanna hear what you have to say about me
Hear if you’re gonna live without me
I wanna hear what you want
What the hell do you want?

.

hush little baby, don’t say a word
and never mind that noise you heard
it’s just the beast under your bed,
in your closet, in your head

Inércia e Movimento

Há uma lei natural conhecida como lei da inércia. Quando alguma coisa se encontra em determinadas condições de existência tende a conservar-se nesse estado, quer esteja em repouso quer esteja em movimento. Essa lei aplica-se igualmente para seres humanos. (…) O homem é uma porção de matéria no estado de repouso e nem sempre se quer mexer. Mas quando aquecemos e começamos realmente a andar verficamos que a inércia é como o sistema propulsor de um foguetão dentro de nós… é mil vezes mais fácil continuar a avançar que iniciar o movimento. Motivação e força motriz estabelecem as diferenças entre as pessoas. Se um homem imagina um plano de acção, reconhece um dever, abraça uma causa, veremos cada órgão do seu corpo e cada faculdade do seu espírito começar a trabalhar mais eficaz e suavemente que nunca.

Alfred Montapert, in A Suprema Filosofia do Homem

Era um bocadinho disto, sff.